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Ritmo, pressão e acompanhamento
Algumas condições do coração não se resolvem em uma consulta só: pedem medida repetida, exame no tempo certo e alguém que acompanhe a criança ao longo dos anos. É disso que esta área trata.
Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica
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O que essa área inclui
Arritmias, alterações no ritmo do coração
Do batimento acelerado ao batimento fora do compasso: investigação, conduta quando indicada e acompanhamento ao longo do tempo.
Pressão alta na infância e na adolescência
A pressão da criança não se lê pelo número do adulto: depende da idade, do sexo e da altura. O acompanhamento confirma o quadro e segue a evolução.
Coração em síndromes genéticas
Algumas síndromes genéticas, como a Síndrome de Down, envolvem o coração com mais frequência, e a avaliação cardiológica entra como parte do cuidado.
Crianças em uso de medicamentos controlados
Alguns medicamentos de uso contínuo pedem avaliação do coração antes e durante o tratamento, em conjunto com quem acompanha a criança.

Quem assina
Dra. Gerusa Vilas-Bôas
- CRM 72235/MG
- RQE 40427 Cardiologia Pediátrica
- RQE 38127 Pediatria
Especialização em cardiopatias congênitas e em ecocardiograma fetal no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, com títulos de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em Pouso Alegre, é professora assistente do curso de Medicina da UNIVÁS e médica responsável pelo Ambulatório de Cardiologia Pediátrica do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.
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Dúvidas sobre arritmias, pressão e acompanhamento
As respostas têm caráter educativo e não substituem a consulta: cada criança é avaliada individualmente.
Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica · RQE 38127 Pediatria
Arritmias
O que é arritmia em criança?
É qualquer alteração no ritmo do coração, que pode bater rápido demais, devagar demais ou de forma irregular. Muitas arritmias da infância são benignas e não exigem tratamento. Outras precisam de medicação ou procedimento, e a diferenciação é feita com eletrocardiograma e, quando necessário, Holter.
Arritmia em criança tem cura?
Depende do tipo. Várias arritmias da infância desaparecem com o crescimento e só pedem observação. Outras são controladas com medicação, e algumas têm tratamento definitivo por ablação, um procedimento feito por cateter. O prognóstico é definido depois do diagnóstico preciso, não antes.
O que é o Holter de 24 horas e quando é indicado?
É um pequeno aparelho que a criança usa por um dia inteiro, registrando o ritmo do coração durante as atividades normais e o sono. É indicado quando os sintomas são intermitentes e o eletrocardiograma do consultório, que dura poucos minutos, sai normal.
Pressão arterial
Criança pode ter pressão alta?
Pode, e vem se tornando mais frequente com o aumento da obesidade infantil. Por isso a pressão é medida em consultas de rotina a partir dos 3 anos. Na criança o valor normal não é fixo: depende de idade, sexo e altura, e precisa ser comparado com tabelas específicas.
Como a pressão de uma criança deve ser medida?
Com o manguito do tamanho correto para o braço da criança, o que faz diferença real: manguito pequeno demais superestima a pressão. A medida deve ser feita com a criança sentada e em repouso, e repetida em mais de uma consulta antes de qualquer diagnóstico.
O que é a MAPA e quando é indicada na criança?
É a monitorização da pressão arterial por 24 horas, com um aparelho que mede em intervalos regulares durante o dia e a noite. É indicada para confirmar hipertensão, avaliar a pressão durante o sono e diferenciar a pressão alta real daquela que sobe só no consultório.
Criança com pressão alta precisa tomar remédio?
Nem sempre. Em boa parte dos casos a primeira conduta é mudança de hábitos: alimentação, redução de sal, atividade física e controle de peso. O medicamento entra quando os valores são elevados, quando existe causa secundária ou quando as mudanças de hábito não bastam.
Acompanhamento continuado
Criança com Síndrome de Down precisa de avaliação cardiológica?
Sim. Cerca de 40% a 50% dos bebês com Síndrome de Down nascem com alguma cardiopatia congênita, e a recomendação é fazer ecocardiograma nas primeiras semanas de vida, mesmo sem sintoma e mesmo com o teste do coraçãozinho normal.
Além da Síndrome de Down, quais condições genéticas pedem avaliação cardiológica?
As mais frequentes são a Síndrome de Turner, a Síndrome de Williams, a Síndrome de Noonan, a Síndrome de Marfan e a deleção 22q11. Cada uma se associa a alterações cardíacas específicas, e a recomendação é avaliar o coração assim que o diagnóstico genético é feito.
Meu filho usa medicamento para TDAH. Precisa de acompanhamento cardiológico?
Em alguns casos, sim. Estimulantes como metilfenidato e lisdexanfetamina podem elevar a frequência cardíaca e a pressão. A avaliação é recomendada quando há cardiopatia conhecida, sopro não investigado, arritmia, morte súbita na família ou sintomas durante o uso. Raramente impede o tratamento: define se é seguro começar e como acompanhar.
De quanto em quanto tempo é o retorno no acompanhamento?
Varia com o diagnóstico. Alterações leves podem ser reavaliadas uma vez por ano. Casos em uso de medicação ou em pós-operatório costumam exigir intervalos mais curtos. O intervalo é definido na consulta e revisto conforme a evolução.
Outras áreas de atuação
Ecocardiograma fetal e cardiopatias congênitas
O coração do bebê avaliado ainda na gestação, com laudo detalhado, e o acompanhamento das cardiopatias congênitas do diagnóstico à cirurgia.
Sinais e sintomas do coração na infância
Investigação de sopro, dor no peito, palpitações, desmaios e cansaço aos esforços, para esclarecer o que vem do coração.
Liberação para esportes e cirurgias
Avaliação e liberação cardiológica para a prática de esportes e o laudo de risco antes de uma cirurgia.