Pular para o conteúdo
Dra. Gerusa Vilas-Bôas

03 de 04

Ritmo, pressão e acompanhamento

Algumas condições do coração não se resolvem em uma consulta só: pedem medida repetida, exame no tempo certo e alguém que acompanhe a criança ao longo dos anos. É disso que esta área trata.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica

Agendar pelo WhatsApp
Dra. Gerusa Vilas-Bôas à mesa de trabalho, com imagens de ecocardiograma à frente.

O que essa área inclui

  1. Arritmias, alterações no ritmo do coração

    Do batimento acelerado ao batimento fora do compasso: investigação, conduta quando indicada e acompanhamento ao longo do tempo.

  2. Pressão alta na infância e na adolescência

    A pressão da criança não se lê pelo número do adulto: depende da idade, do sexo e da altura. O acompanhamento confirma o quadro e segue a evolução.

  3. Coração em síndromes genéticas

    Algumas síndromes genéticas, como a Síndrome de Down, envolvem o coração com mais frequência, e a avaliação cardiológica entra como parte do cuidado.

  4. Crianças em uso de medicamentos controlados

    Alguns medicamentos de uso contínuo pedem avaliação do coração antes e durante o tratamento, em conjunto com quem acompanha a criança.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas em pé ao microfone, durante uma palestra em evento médico.

Quem assina

Dra. Gerusa Vilas-Bôas

  • CRM 72235/MG
  • RQE 40427 Cardiologia Pediátrica
  • RQE 38127 Pediatria

Especialização em cardiopatias congênitas e em ecocardiograma fetal no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, com títulos de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em Pouso Alegre, é professora assistente do curso de Medicina da UNIVÁS e médica responsável pelo Ambulatório de Cardiologia Pediátrica do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

Ver a formação completa

Dúvidas

Dúvidas sobre arritmias, pressão e acompanhamento

As respostas têm caráter educativo e não substituem a consulta: cada criança é avaliada individualmente.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica · RQE 38127 Pediatria

Arritmias

  • O que é arritmia em criança?

    É qualquer alteração no ritmo do coração, que pode bater rápido demais, devagar demais ou de forma irregular. Muitas arritmias da infância são benignas e não exigem tratamento. Outras precisam de medicação ou procedimento, e a diferenciação é feita com eletrocardiograma e, quando necessário, Holter.

  • Arritmia em criança tem cura?

    Depende do tipo. Várias arritmias da infância desaparecem com o crescimento e só pedem observação. Outras são controladas com medicação, e algumas têm tratamento definitivo por ablação, um procedimento feito por cateter. O prognóstico é definido depois do diagnóstico preciso, não antes.

  • O que é o Holter de 24 horas e quando é indicado?

    É um pequeno aparelho que a criança usa por um dia inteiro, registrando o ritmo do coração durante as atividades normais e o sono. É indicado quando os sintomas são intermitentes e o eletrocardiograma do consultório, que dura poucos minutos, sai normal.

Pressão arterial

  • Criança pode ter pressão alta?

    Pode, e vem se tornando mais frequente com o aumento da obesidade infantil. Por isso a pressão é medida em consultas de rotina a partir dos 3 anos. Na criança o valor normal não é fixo: depende de idade, sexo e altura, e precisa ser comparado com tabelas específicas.

  • Como a pressão de uma criança deve ser medida?

    Com o manguito do tamanho correto para o braço da criança, o que faz diferença real: manguito pequeno demais superestima a pressão. A medida deve ser feita com a criança sentada e em repouso, e repetida em mais de uma consulta antes de qualquer diagnóstico.

  • O que é a MAPA e quando é indicada na criança?

    É a monitorização da pressão arterial por 24 horas, com um aparelho que mede em intervalos regulares durante o dia e a noite. É indicada para confirmar hipertensão, avaliar a pressão durante o sono e diferenciar a pressão alta real daquela que sobe só no consultório.

  • Criança com pressão alta precisa tomar remédio?

    Nem sempre. Em boa parte dos casos a primeira conduta é mudança de hábitos: alimentação, redução de sal, atividade física e controle de peso. O medicamento entra quando os valores são elevados, quando existe causa secundária ou quando as mudanças de hábito não bastam.

Acompanhamento continuado

  • Criança com Síndrome de Down precisa de avaliação cardiológica?

    Sim. Cerca de 40% a 50% dos bebês com Síndrome de Down nascem com alguma cardiopatia congênita, e a recomendação é fazer ecocardiograma nas primeiras semanas de vida, mesmo sem sintoma e mesmo com o teste do coraçãozinho normal.

  • Além da Síndrome de Down, quais condições genéticas pedem avaliação cardiológica?

    As mais frequentes são a Síndrome de Turner, a Síndrome de Williams, a Síndrome de Noonan, a Síndrome de Marfan e a deleção 22q11. Cada uma se associa a alterações cardíacas específicas, e a recomendação é avaliar o coração assim que o diagnóstico genético é feito.

  • Meu filho usa medicamento para TDAH. Precisa de acompanhamento cardiológico?

    Em alguns casos, sim. Estimulantes como metilfenidato e lisdexanfetamina podem elevar a frequência cardíaca e a pressão. A avaliação é recomendada quando há cardiopatia conhecida, sopro não investigado, arritmia, morte súbita na família ou sintomas durante o uso. Raramente impede o tratamento: define se é seguro começar e como acompanhar.

  • De quanto em quanto tempo é o retorno no acompanhamento?

    Varia com o diagnóstico. Alterações leves podem ser reavaliadas uma vez por ano. Casos em uso de medicação ou em pós-operatório costumam exigir intervalos mais curtos. O intervalo é definido na consulta e revisto conforme a evolução.