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Dra. Gerusa Vilas-Bôas

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Liberação para esportes e cirurgias

A escola, o clube e a equipe cirúrgica pedem a mesma coisa: um cardiologista que examine a criança e diga, por escrito, em que condições o coração dela está. O documento vem depois da consulta e do exame.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica

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Dra. Gerusa Vilas-Bôas sentada no consultório, de jaleco branco, sorrindo.

O que essa área inclui

  1. Liberação para a prática de esportes

    Avaliação de crianças e adolescentes que vão começar ou seguir em uma atividade esportiva, da educação física da escola ao treino de competição.

  2. Laudo para escola e clube

    O documento que a escola, o clube ou a federação pedem, emitido depois da consulta e do exame.

  3. Triagem de risco cardíaco no esporte

    A avaliação procura, na história da criança, na história da família e no exame, os sinais que pedem investigação antes da liberação.

  4. Risco cirúrgico

    Quando a criança vai passar por uma cirurgia de outra natureza, a avaliação cardiológica informa a equipe e a anestesia sobre as condições do coração.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas em pé ao microfone, durante uma palestra em evento médico.

Quem assina

Dra. Gerusa Vilas-Bôas

  • CRM 72235/MG
  • RQE 40427 Cardiologia Pediátrica
  • RQE 38127 Pediatria

Especialização em cardiopatias congênitas e em ecocardiograma fetal no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, com títulos de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em Pouso Alegre, é professora assistente do curso de Medicina da UNIVÁS e médica responsável pelo Ambulatório de Cardiologia Pediátrica do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

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Dúvidas

Dúvidas sobre a liberação cardiológica

As respostas têm caráter educativo e não substituem a consulta: cada criança é avaliada individualmente.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica · RQE 38127 Pediatria

Liberação para esportes

  • Criança precisa de avaliação cardiológica para praticar esporte?

    A avaliação pré-participação identifica condições do coração que podem causar eventos graves durante o esforço, mesmo em crianças sem sintoma nenhum. Inclui conversa sobre histórico familiar, exame físico e, conforme o caso, eletrocardiograma e ecocardiograma. Na maioria das vezes, termina em liberação.

  • Quais exames entram na avaliação pré-esportiva?

    A base é a história clínica, com atenção a sintomas durante o esforço e a histórico familiar, mais o exame físico completo. O eletrocardiograma é o complemento mais usado. O ecocardiograma entra quando há achado no exame físico, sintoma relevante ou alteração no eletrocardiograma.

  • A avaliação pré-esportiva evita a morte súbita no esporte?

    Ela reduz o risco ao identificar condições cardíacas que aumentam a chance de eventos graves durante o esforço, mas nenhuma avaliação elimina o risco por completo. Por isso, sintomas novos durante a prática esportiva devem ser reavaliados, mesmo com liberação anterior.

  • Criança com sopro pode praticar esporte?

    Na maior parte dos casos, sim. Sopro inocente não limita nenhuma atividade física. A restrição existe apenas em cardiopatias específicas e, mesmo nelas, costuma ser parcial, com liberação para determinados tipos de esforço. A definição depende da investigação do sopro.

  • Criança com cardiopatia pode fazer educação física na escola?

    Na maioria das vezes, sim. A restrição total é exceção e vale para poucas condições. O comum é uma liberação com orientações específicas, por escrito, para a escola e para o professor, definindo o que a criança pode fazer e o que deve evitar.

  • A escolinha pediu atestado. É a mesma coisa que a avaliação cardiológica?

    Não. O atestado de aptidão física é um documento. A avaliação cardiológica é a consulta que fundamenta esse documento, com história clínica, exame físico e, quando indicado, exames complementares. A consulta pode terminar com o atestado, mas o atestado não substitui a consulta.

Liberação para cirurgias

  • O que é a liberação cardiológica, ou risco cirúrgico, antes de uma cirurgia?

    É a avaliação que responde ao cirurgião e ao anestesista se o coração da criança suporta com segurança a anestesia, e termina em relatório escrito. É pedida antes de cirurgias como amígdalas, adenoide, hérnia e procedimentos ortopédicos, sobretudo quando há sopro, cardiopatia ou síndrome genética.

  • Com quanto tempo de antecedência devo agendar a liberação para a cirurgia?

    Procure agendar com pelo menos duas a três semanas de antecedência. Se a avaliação indicar eletrocardiograma ou ecocardiograma, é preciso tempo para realizá-los e para emitir o relatório antes da data marcada pelo cirurgião.

  • O laudo de liberação tem validade?

    O relatório é emitido para o procedimento e o período avaliados. Se a cirurgia for adiada por vários meses, se surgir sintoma novo ou se houver mudança na medicação, a avaliação precisa ser refeita. O mesmo vale para a liberação esportiva, que costuma ser anual.

  • Criança com cardiopatia precisa de antibiótico antes do dentista?

    Em algumas cardiopatias, sim. A profilaxia da endocardite infecciosa é indicada para um grupo específico de condições, como próteses valvares, cardiopatias cianóticas não corrigidas e histórico prévio de endocardite. Não vale para toda cardiopatia. Leve o relatório cardiológico ao dentista.