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Dra. Gerusa Vilas-Bôas

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Ecocardiograma fetal e cardiopatias congênitas

O ecocardiograma fetal examina o coração do bebê ainda na gestação, quando ainda há tempo de entender o que existe e planejar o que vem depois. Quando o achado é uma cardiopatia congênita, o acompanhamento segue com a família do diagnóstico ao pós-operatório.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica

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Mãos da Dra. Gerusa Vilas-Bôas segurando as imagens impressas de um ecocardiograma, com uma caneta.

O que essa área inclui

  1. Ecocardiograma fetal

    O coração do bebê examinado ainda na gestação. É um ultrassom dedicado ao coração, sem agulha e sem contraste, que mostra a formação e o funcionamento cardíaco antes do nascimento.

  2. Cardiopatias congênitas

    Alterações na formação do coração que existem desde antes do nascimento. O trabalho aqui é chegar ao diagnóstico, explicar sem jargão o que foi encontrado e definir com a família os próximos passos.

  3. Recém-nascidos e prematuros

    Avaliação do coração nos primeiros dias de vida, incluindo os bebês prematuros e aqueles que já nascem com alguma alteração vista na gestação.

  4. Acompanhamento pré e pós cirurgia cardíaca

    Quando a criança precisa operar o próprio coração, o acompanhamento continua antes e depois da cirurgia, junto da equipe que opera.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas em pé ao microfone, durante uma palestra em evento médico.

Quem assina

Dra. Gerusa Vilas-Bôas

  • CRM 72235/MG
  • RQE 40427 Cardiologia Pediátrica
  • RQE 38127 Pediatria

Especialização em cardiopatias congênitas e em ecocardiograma fetal no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, com títulos de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em Pouso Alegre, é professora assistente do curso de Medicina da UNIVÁS e médica responsável pelo Ambulatório de Cardiologia Pediátrica do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

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Dúvidas

Dúvidas sobre o ecocardiograma fetal e as cardiopatias congênitas

As respostas têm caráter educativo e não substituem a consulta: cada criança é avaliada individualmente.

Dra. Gerusa Vilas-Bôas · CRM 72235/MG · RQE 40427 Cardiologia Pediátrica · RQE 38127 Pediatria

O exame

  • O que é o ecocardiograma fetal e para que serve?

    É um ultrassom dedicado só ao coração do bebê durante a gestação: avalia a anatomia, o ritmo e o funcionamento, e identifica cardiopatias congênitas antes do nascimento. Elas aparecem em cerca de 1 a cada 100 recém-nascidos. Saber antes permite planejar o parto na maternidade certa.

  • Com quantas semanas de gestação se faz o ecocardiograma fetal?

    O período ideal é entre a 24ª e a 28ª semana, segundo a Diretriz Brasileira de Cardiologia Fetal da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Pode ser feito a partir da 18ª semana e, em gestações de risco, antecipado para cerca de 14. Depois das 28 também é possível, então nunca é tarde.

  • O ecocardiograma fetal é a mesma coisa que o ultrassom morfológico?

    Não. O morfológico avalia o bebê inteiro e faz só um rastreamento do coração. O ecocardiograma fetal é dedicado ao coração, feito por cardiologista, e estuda câmaras, valvas, artérias e fluxo em detalhe. Um morfológico normal não exclui todas as cardiopatias.

  • Toda gestante precisa fazer ecocardiograma fetal?

    A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda avaliar o coração em todas as gestações, porque a maioria dos bebês com cardiopatia nasce de mães sem fator de risco. A indicação é formal em casos de diabetes materno, doença autoimune, histórico familiar, translucência nucal aumentada, arritmia fetal ou alteração no morfológico.

  • O ecocardiograma fetal precisa de preparo? Quanto tempo dura?

    Não precisa de jejum, bexiga cheia nem preparo nenhum. O exame leva em média de 30 a 45 minutos, e pode demorar mais se o bebê estiver muito agitado. Leve o ultrassom morfológico e os exames do pré-natal.

  • O ecocardiograma fetal dói ou oferece algum risco para o bebê?

    Não. É feito por fora, com o transdutor sobre a barriga, com o mesmo ultrassom da rotina do pré-natal. Não usa radiação nem contraste, e não oferece risco para a mãe nem para o bebê.

  • Preciso de pedido do obstetra para agendar?

    A maior parte das gestantes chega encaminhada pelo obstetra, e o ideal é trazer o pedido junto com os exames do pré-natal. Se você ainda não tem, fale com a secretária pelo WhatsApp (35) 98471-7390 antes de agendar.

  • É preciso repetir o ecocardiograma fetal?

    Na maioria das gestações, um exame no período ideal basta. Repete-se quando ele foi feito muito cedo, quando o bebê estava em posição desfavorável, quando existe alteração a acompanhar ou quando surge arritmia fetal. Algumas cardiopatias mudam ao longo da gravidez.

  • Onde fazer ecocardiograma fetal em Pouso Alegre?

    A Dra. Gerusa Vilas-Bôas, CRM 72235/MG e RQE 40427, realiza ecocardiograma fetal na Clínica São Lucas, Av. Vicente Simões, 300, em Pouso Alegre. Fez residência em ecocardiograma fetal e cardiopatias congênitas no Instituto Dante Pazzanese. Agendamento pelo WhatsApp (35) 98471-7390.

Cardiopatias congênitas

  • O que é cardiopatia congênita?

    É qualquer alteração na formação do coração ou dos grandes vasos que já existe ao nascer. É a malformação mais comum ao nascimento, presente em cerca de 1 a cada 100 recém-nascidos, e vai de defeitos pequenos, que fecham sozinhos, até casos que pedem cirurgia nos primeiros meses.

  • E se o exame mostrar uma alteração no coração do bebê?

    Um achado alterado não significa que o bebê vai precisar de cirurgia. As cardiopatias vão de alterações simples, que se resolvem sozinhas, até quadros que pedem tratamento logo após o nascimento. Identificado o caso, define-se o acompanhamento, a maternidade adequada e o cuidado dos primeiros dias, junto com o obstetra.

  • Toda cardiopatia congênita precisa de cirurgia?

    Não. Boa parte dos defeitos é pequena, fecha sozinha nos primeiros anos ou só exige acompanhamento periódico. A necessidade de cirurgia ou de cateterismo depende do tipo de alteração, do tamanho e da repercussão sobre o coração e os pulmões, e é definida ao longo do acompanhamento.

  • Se a cardiopatia for diagnosticada na gestação, onde o bebê deve nascer?

    Depende do tipo de cardiopatia. Casos simples podem nascer na maternidade de origem, com acompanhamento. Casos que precisam de intervenção nos primeiros dias exigem uma maternidade com UTI neonatal e cardiologia pediátrica. Definir isso com antecedência é um dos principais ganhos do diagnóstico pré-natal.

  • Já tive um filho com cardiopatia. O próximo bebê também terá?

    Não necessariamente, mas o risco é maior do que na população geral e por isso o ecocardiograma fetal é formalmente indicado na próxima gestação. A maior parte das cardiopatias não tem causa hereditária identificada. O aconselhamento é feito caso a caso, conforme o tipo de defeito.

  • Criança operada do coração precisa de acompanhamento pelo resto da vida?

    Na maioria dos casos, sim, mesmo depois de uma correção bem-sucedida. A frequência das consultas varia com o tipo de cirurgia e com o resultado, e o acompanhamento serve para vigiar o crescimento do coração, o ritmo e o funcionamento das valvas ao longo dos anos.

Recém-nascidos e prematuros

  • O teste do coraçãozinho deu alterado. O que fazer?

    Um teste alterado não confirma doença: indica que o bebê precisa de um ecocardiograma o quanto antes. O teste é a oximetria de pulso, feita entre 24 e 48 horas de vida. Um resultado normal também não exclui todas as cardiopatias, porque várias não alteram a oxigenação.

  • Quais sinais podem indicar problema no coração de um recém-nascido?

    Cansaço e pausas frequentes na mamada, suor na testa enquanto mama, respiração acelerada, cor arroxeada nos lábios, palidez, irritabilidade e ganho de peso insuficiente. Nenhum fecha diagnóstico sozinho, mas juntos ou persistentes pedem avaliação.

  • Bebê prematuro precisa de acompanhamento cardiológico?

    Com frequência, sim. O prematuro tem mais chance de apresentar alterações como a persistência do canal arterial, que pode precisar de acompanhamento até se resolver. Também é indicado quando houve ventilação prolongada, hipertensão pulmonar ou alteração em exame feito na UTI neonatal.